CAPÍTULO 22: O ATAQUE CARDÍACO DE LUIZ E A LUTA POR ALEGRIA Em novembro de 1994, quando Luiz tinha sessenta e um anos, ele estava trabalhando em uma obra de edifício no centro do Rio - ainda trabalhava todos os dias, mesmo que os filhos pedissem para ele se aposentar. "Eu não sei ficar parado", dizia ele sempre. "Trabalhar é o que me faz sentir vivo". Naquela manhã, ele estava no terceiro andar, carregando uma prancha de madeira, quando sentiu uma dor forte no peito - uma dor que nunca tinha sentido antes, que parecia esmagar seu coração. Ele soltou a prancha e se agarrou a um batente de concreto, sentindo falta de ar. "Ajuda...", sussurrou ele, e os colegas de obra correram para ele. João Carlos, que ainda trabalhava com ele, levou Luiz ao hospital público em um táxi - o patrão pagou a corrida, com medo de algo pior acontecer. Os médicos diagnosticaram um ataque cardíaco leve e colocaram um cateter em seu coração. "Você precisa descansar, senhor ...