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O Sonho que o Amor Construiu

CAPÍTULO 22: O ATAQUE CARDÍACO DE LUIZ E A LUTA POR ALEGRIA Em novembro de 1994, quando Luiz tinha sessenta e um anos, ele estava trabalhando em uma obra de edifício no centro do Rio - ainda trabalhava todos os dias, mesmo que os filhos pedissem para ele se aposentar. "Eu não sei ficar parado", dizia ele sempre. "Trabalhar é o que me faz sentir vivo". Naquela manhã, ele estava no terceiro andar, carregando uma prancha de madeira, quando sentiu uma dor forte no peito - uma dor que nunca tinha sentido antes, que parecia esmagar seu coração. Ele soltou a prancha e se agarrou a um batente de concreto, sentindo falta de ar. "Ajuda...", sussurrou ele, e os colegas de obra correram para ele. João Carlos, que ainda trabalhava com ele, levou Luiz ao hospital público em um táxi - o patrão pagou a corrida, com medo de algo pior acontecer. Os médicos diagnosticaram um ataque cardíaco leve e colocaram um cateter em seu coração. "Você precisa descansar, senhor ...

O Sonho que o Amor Construiu

CAPÍTULO 22: O ATAQUE CARDÍACO DE LUIZ E A LUTA POR ALEGRIA Em novembro de 1994, quando Luiz tinha sessenta e um anos, ele estava trabalhando em uma obra de edifício no centro do Rio - ainda trabalhava todos os dias, mesmo que os filhos pedissem para ele se aposentar. "Eu não sei ficar parado", dizia ele sempre. "Trabalhar é o que me faz sentir vivo". Naquela manhã, ele estava no terceiro andar, carregando uma prancha de madeira, quando sentiu uma dor forte no peito - uma dor que nunca tinha sentido antes, que parecia esmagar seu coração. Ele soltou a prancha e se agarrou a um batente de concreto, sentindo falta de ar. "Ajuda...", sussurrou ele, e os colegas de obra correram para ele. João Carlos, que ainda trabalhava com ele, levou Luiz ao hospital público em um táxi - o patrão pagou a corrida, com medo de algo pior acontecer. Os médicos diagnosticaram um ataque cardíaco leve e colocaram um cateter em seu coração. "Você precisa descansar, senhor ...

O Sonho que o Amor construiu

CAPÍTULO 17: A APROVAÇÃO DE SÔNIA NA FACULDADE E A ALEGRIA QUE ILUMINOU O MORRO O verão de 1983 foi o mais esperado da família. Sônia, com dezoito anos, tinha feito o vestibular para a faculdade de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) - o único curso público de enfermagem da região, e a única chance que ela tinha de estudar superior sem pagar caro. Os dias passaram como uma eternidade enquanto esperavam o resultado. Sônia passava horas estudando ainda mais, com medo de não ter conseguido; Alayde rezava todos os dias na igreja do morro; Luiz, que já tinha recuperado a perna e voltado à obra, trazia jornais todos os dias para ver se o resultado havia saído. Um dia de junho, Carlos voltou da base do morro com um jornal em mãos, correndo e gritando: "Sônia! Sônia! O resultado saiu!" Toda a família se reuniu na sala da casa, e Sônia pegou o jornal com mãos tremidas. Ela virou as páginas até chegar à lista de aprovados da UFF - e ali, no meio de centenas de nomes...

O Sonho que o Amor construiu

CAPÍTULO 17: A APROVAÇÃO DE SÔNIA NA FACULDADE E A ALEGRIA QUE ILUMINOU O MORRO O verão de 1983 foi o mais esperado da família. Sônia, com dezoito anos, tinha feito o vestibular para a faculdade de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) - o único curso público de enfermagem da região, e a única chance que ela tinha de estudar superior sem pagar caro. Os dias passaram como uma eternidade enquanto esperavam o resultado. Sônia passava horas estudando ainda mais, com medo de não ter conseguido; Alayde rezava todos os dias na igreja do morro; Luiz, que já tinha recuperado a perna e voltado à obra, trazia jornais todos os dias para ver se o resultado havia saído. Um dia de junho, Carlos voltou da base do morro com um jornal em mãos, correndo e gritando: "Sônia! Sônia! O resultado saiu!" Toda a família se reuniu na sala da casa, e Sônia pegou o jornal com mãos tremidas. Ela virou as páginas até chegar à lista de aprovados da UFF - e ali, no meio de centenas de nomes...

O Sonho que o Amor Construiu

CAPÍTULO 12: O DRAMA NA OBRA E O DIA QUE A LUZ CHEGOU AO MORRO Luiz trabalhava em uma obra de edifício alto no centro do Rio - o trabalho era perigoso, sem equipamentos de segurança, e o patrão era duro. Um dia, em outubro de 1971, ele estava no quinto andar, colocando prancha de madeira para fazer o piso, quando a corda que segurava a prancha se rompeu. A prancha deslizou, e Luiz quase caiu de cabeça - só conseguiu se agarrar a um batente de concreto com as mãos, que ficaram raspadas até sangrar. Os colegas de obra correram para ajudá-lo, puxando-o para dentro do andar. "Você quase morreu, Luiz", disse João Carlos, com voz tremida. Luiz olhou para o chão, que estava cinco andares abaixo, e sentiu um frio na espinha. "O Senhor me deu mais uma chance", murmurou ele. Ele chegou em casa com as mãos vendadas e a perna machucada. Alayde viu ele e chorou: "O que aconteceu? Você está bem?" Luiz abraçou-a: "Estou bem, meu amor. Foi um susto. Mas estou aqu...

O Sonho que o Amor Construiu

CAPÍTULO 12: O DRAMA NA OBRA E O DIA QUE A LUZ CHEGOU AO MORRO Luiz trabalhava em uma obra de edifício alto no centro do Rio - o trabalho era perigoso, sem equipamentos de segurança, e o patrão era duro. Um dia, em outubro de 1971, ele estava no quinto andar, colocando prancha de madeira para fazer o piso, quando a corda que segurava a prancha se rompeu. A prancha deslizou, e Luiz quase caiu de cabeça - só conseguiu se agarrar a um batente de concreto com as mãos, que ficaram raspadas até sangrar. Os colegas de obra correram para ajudá-lo, puxando-o para dentro do andar. "Você quase morreu, Luiz", disse João Carlos, com voz tremida. Luiz olhou para o chão, que estava cinco andares abaixo, e sentiu um frio na espinha. "O Senhor me deu mais uma chance", murmurou ele. Ele chegou em casa com as mãos vendadas e a perna machucada. Alayde viu ele e chorou: "O que aconteceu? Você está bem?" Luiz abraçou-a: "Estou bem, meu amor. Foi um susto. Mas estou aqu...