CAPÍTULO 17: A APROVAÇÃO DE SÔNIA NA FACULDADE E A ALEGRIA QUE ILUMINOU O MORRO O verão de 1983 foi o mais esperado da família. Sônia, com dezoito anos, tinha feito o vestibular para a faculdade de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) - o único curso público de enfermagem da região, e a única chance que ela tinha de estudar superior sem pagar caro. Os dias passaram como uma eternidade enquanto esperavam o resultado. Sônia passava horas estudando ainda mais, com medo de não ter conseguido; Alayde rezava todos os dias na igreja do morro; Luiz, que já tinha recuperado a perna e voltado à obra, trazia jornais todos os dias para ver se o resultado havia saído. Um dia de junho, Carlos voltou da base do morro com um jornal em mãos, correndo e gritando: "Sônia! Sônia! O resultado saiu!" Toda a família se reuniu na sala da casa, e Sônia pegou o jornal com mãos tremidas. Ela virou as páginas até chegar à lista de aprovados da UFF - e ali, no meio de centenas de nomes...